“SINDICATO TEM QUE SER INDEPENDENTE DO PODER”, DIZ VEREADOR HUMBERTO SUZART

“SINDICATO TEM QUE SER INDEPENDENTE DO PODER”, DIZ VEREADOR HUMBERTO SUZART

A fala dessa última quinta-feira, 24, do vereador Humberto Suzart (PSB) na Sessão da Câmara de Vereadores de Baixa Grande foi bastante reflexiva no momento em que ele trouxe para o debate público a relação sindicato e governo.

A formação dos sindicatos no Brasil surgiu de forma mais efetiva nos finais do século XIX para início do século XX com a chegada dos imigrantes europeus para trabalharem nas recém-criadas indústrias do país. Era o momento de travessia do trabalho escravo para o assalariado, e mudança do centro agrário para o industrial.

De lá para cá, os sindicatos exerceram forte pressão sobre os patrões e o Estado, através de um de seus principais instrumentos: a greve. Muitas vezes foram as tentativas de limitar o funcionamento dos sindicatos e a suas mobilizações sociais, porém, tempos depois estavam lá fortes, unidos e coesos por um conjunto de reivindicações.

As organizações sindicais saíram dos grandes centros urbanos e chegaram por todo o país, após muitas lutas e perseguições políticas, principalmente naqueles municípios onde as oligarquias familiares comandavam toda a estrutura: judiciário, governo e legislativo. Era o período coronelista, e que ainda persiste em alguns lugares do Brasil.

Formados os sindicatos pelo país afora, os desafios perante os prefeitos se apresentavam, principalmente quando se referiam ao funcionalismo público. Durante muitos anos, os servidores foram poucos valorizados, a não ser alguns mais próximos aos chefes do executivo. E com essa desvalorização fizeram grandes embates em defesa da classe obtendo importantes vitórias.

Em Baixa Grande, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e APLB sempre se colocavam na defesa da sua classe. Foram assim nos governos Heraldo, Amado, Mimi, Gilvan e Pedro. Mas, agora surge uma situação inusitada. A presidência da direção sindical é cargo comissionado no atual governo.

Daí, voltamos ao início da importância sindical no país e fazemos a pergunta: é saudável para uma categoria que luta por direitos ter a sua representação em cargos do governo? Será que o sindicato conseguirá pautar todas as suas reivindicações com o mesmo vigor que sempre foi? Nessa arrumação, quem saiu ganhando foi o prefeito ou a classe trabalhadora?

Que o sindicato volte a ser sindicato, com autonomia e independência própria!

Fonte-  Baixa Grande Livre Facebook

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